Foto: Luiz Antônio Carmo, Lex.
Hoje, vimos cerca de 5.000 pessoas ocupando as principais Avenidas
de Juiz de Fora. Apesar do imenso contingente de jovens, estudantes em maioria,
era possível ver Idosos, famílias com crianças e pessoas da geração de nossos pais. Havia a
ordem para a intervenção da PM, caso o tráfego nas vias fosse interrompido.
Pois, como disse, andamos em paz as principais Avenidas de nossa cidade numa caminhada
apaixonada, sonorizada pelas vozes inflamadas em cabeças saturadas por tanto
disse-não-disse, por tanto fez-não-se-fez. Globos, Anastasias e Dilmas dançavam
nos cartazes e nas bocas; letras e palavras destronadas e desordenadas em ordem
no passo vivo, no pulso forte.
Digo que, a despeito de qualquer filiação partidária,
militância em causas quaisquer, muito justas ou não, ver o abalo das vontades e
a atmosfera de vida potente ao redor, fez despertar certo orgulho, antes sem
lugar, da minha geração, dos nossos contemporâneos. Nós,
que de tão “bestas”, apáticos moribundos alimentados à beira das precárias certezas Microsoftianas por babás Google,
babás Games, babás Faces, nos cruzamos e nos movimentamos pelo poder da
informação. E, enquanto caiba, que fique
uma correção, minha, à uma das máximas dançantes: Posso ter “emergido” dele, mas eu NÃO SAÍ DO
FACEBOOK. E se era isso mesmo, em lúdico, o proposto na dita faixa, comunguemos, pois.
Postas as impressões, me valem as potências do galope das
vontades bailando pelas ruas sem medo e sem filtro solar. E, uma vez que muitos
quilômetros nos falte percorrer para a real constatação de que “O Brasil
acordou”, há pulso; e, cá entre nós, nessa forte respiração coordenada há um belo
sintoma de vida.
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